Rock ou Morte?

sábado, 27 de março de 2010

(PE) THE PLAYBOYS


Shows em hospitais psiquiátricos, rock com instrumentos de brinquedo e letras sarcásticas. Esta é a cara da The Playboys, banda pernambucana que atua na cena independente desde 1996. O som, apesar de ter como principal referência o rock clássico dos anos 50 e o punk rock dos 70, transita, também, por vários outros estilos musicais – a The Playboys utiliza elementos da Bossa nova, Brega, Pancadão Carioca e Jazz. No palco, a banda realiza apresentações com alto teor de teatralidade e irreverência.

Outra característica da banda é promover shows em lugares e situações inusitadas. A The Playboys já tocou no meio da Av. Conde da Boa vista (avenida central de Recife); criou, também, o Palco 3 do Abril pro Rock – palco clandestino montado em um stand da feira dentro do festival. Essa experiência deu origem à música Paulo André não Me Ouve – canção que brinca com o produtor do festival, Paulo André. Além dessas ações, a The Playboys organiza, periodicamente, o Rock na Tamarineira – festival de rock dentro do maior hospital psiquiátrico do Recife, a Tamarineira. Unindo música a um público participativo e espontâneo, o Rock na Tamarineria é uma forma de experimentação artística inusitada que, através da interação entre visitantes e internos, trabalha por promover uma mudança de mentalidade acerca da loucura. Com o Rock na Tamarineira, a The Playboys experimenta novas possibilidades artísticas, ao mesmo tempo em que almeja quebrar o velho estigma do louco – tido, costumeiramente, como violento, anti-social, incapaz e perigoso. Em 2005, foi produzido, pela Símio filmes, o documentário Tamarock – o vídeo registra uma das edições do evento.

Nestes 12 anos de existência, a The Playboys gravou seis discos e tocou em diversos festivais do Nordeste como: MADA (RN), Festival de Inverno de Garanhuns (PE), Recbeat (PE), Abril pro rock (em 2005, clandestinamente e, em 2007, oficialmente), Feira da Música de Fortaleza (CE), PAN no Rock (PE), Festival Mundo (PB) e PE no ROCK (PE). Em 2007, a The Playboys lançou o videoclipe de Paulo André Não Me Ouve, premiado no Festival de Vídeos de Pernambuco – o vídeo chegou a estar entre os 30 vídeos musicais mais vistos no youtube. Ainda em 2007, a The Playboys fez uma mini-turnê em São Paulo, quando tocou no Festival Araraquara Rock e em bares do circuito alternativo da capital paulista. No final de 2008, lançaram o sexto trabalho: Chega de niilismo, disco cheio de referências à Bossa Nova e ao jazz, mas com a mesma acidez sarcástica de sempre.   
 

INTEGRANTES:

João Neto  - Voz
Flipie - Guitarra
Eduardo Alves - Teclado
Ebis Filho – Baixo
Lucas Rabelo - Bateria

DISCOGRAFIA:

Punk não morreu. Está apenas doente por enquanto (1997).

O disco é uma espécie de grande ironia à cartilha Punk. Musicalmente é calcado no Punk Rock e nas experimentações com instrumentos de brinquedo. A gravação foi feita quase artesanalmente em oito canais.

Vivendo cada dia mais lindos e perfumados (2000).

Nesse cd a ironia é expandida a outras tribos musicais. A banda começa a usar teclado e a utilizar outros estilos de musica. Muita influência de Mutantes nessa época. Os brinquedos continuam muito presentes.

Brincando de punk (2004).

A banda começa a ousar uma musicalidade mais sofisticada. Aparece inclusive a primeira Bossa Nova do grupo, Pessoas Cult.

Paulo André não me ouve (2006)

Trata-se de um single que traz as músicas: Gatinhas Culturais do Burburinho, Se Não fosse o Rock e Paulo André não me ouve. Foi um dos discos mais inusitados e comentados do rock pernambucano.

10 Anos pedindo mesada (2007).

Coletânea comemorativa

Chega de niilismo (2008)

É a fase musical mais madura da The Playboys. Apesar de ser o disco com menos instrumentos de brinquedo, Chega de Niilismo é provavelmente o mais experimental e irreverente da carreira da banda.

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